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Brechó para classe A

20/05/2015 Se as projeções para o segmento de tecidos, vestuário e calçados não são muito boas, não se pode afirmar o mesmo para alguns nichos desse mercado, especialmente os vinculados à moda. Segundo estudos do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), há cerca de 800 mil pequenos varejistas de moda e apostar em nichos pode ser uma boa estratégia para esses empreendedores ou uma oportunidade para quem quer abrir um negócio. Entre os nichos com boas perspectivas, estão os de moda plussize, gestante, sustentável, gospel, streetwear, country e brechó. A engenheira mecânica Patrícia Taboada seguiu por esse caminho quando decidiu investir em um negócio próprio há exatos dois anos e hoje não tem do que reclamar. Dona da Cabideria Brechó, uma boutique especializada em roupas femininas seminovas para a classe A, Patrícia diz que o faturamento cresceu 90% no segundo de fundação e que a crise de 2015 passa bem longe: a receita mensal tem crescido 70% em média, quando comparada a dos primeiros meses de 2014. “Mesmo em tempos de crise toda mulher gosta de comprar e na minha loja elas encontram peças que custam entre 10% e 25% dos preços praticados em pontos nos shoppings.” Localizada na capital paulista, além de ser um negócio de nicho, a Cabideria tem outros diferenciais que influenciam nos resultados, diz Patrícia. “As peças são únicas, todas de marca e em perfeito estado, pois não compro roupas reformadas ou com pequenos defeitos, e a proposta é ser uma opção às lojas multimarcas dos shoppings.” Um ambiente aconchegante, com café e aromas desenvolvidos especialmente para a Cabideria, além do bom atendimento, também são diferenciais competitivos que têm ajudado a engordar os números, diz a empresária, que ainda se divide na função de gerente comercial de uma multinacional alemã instalada no Brasil. Patrícia afirma que considera o negócio como a sua previdência e, por isso, todo o esforço é pouco. “Tem que se dedicar e muito.” Para empreender, ficou um ano garimpando peças em bazares beneficentes de igrejas, onde investiu perto de R$ 15 mil nas cerca de 800 peças iniciais do estoque da Cabideria. No total, injetou perto de R$ 200 mil no empreendimento desde o início, incluindo a reforma do ponto, diz, observando que o retorno virá em três anos de funcionamento. Com a experiência e ênfase na divulgação, criou uma rede de fornecedores que, como afirma, são pessoas como ela: gostam de se vestir bem, investem sempre em roupas de marca e as usam muito pouco. “Tenho custo baixo e uma margem bruta em torno de 200%.”

Brasil Econômico – SP

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